SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA E A NATUREZA
São José de Anchieta

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O PENSAMENTO PLINIANO NA MÍDIA ESCRITA (V)

Amor ao papado (continuação)

No início de 1974, comentando diversas notícias internacionais do ano precedente, assim conclui Dr. Plínio um artigo em "Catolicismo":
"Mas, levado por meu filial amor ao Papado, minha mente se pôs a sonhar. E assim, a par das palpitações de angústia, palpitações de esperança se fazem nele inesperadamente sentir. Com efeito, volto os meus olhos para o passado, pensando nos Papas de outrora, que, como hoje Paulo VI, saíram de Roma à procura do adversário. E meu espírito se detém na cena grandiosa - ocorrida também numa primavera - do encontro de São Leão Magno e Átila, o terrível rei dos hunos. O grande Papa ia decidido a enfrentar o rei selvagem, barrando-lhe resolutamente o caminho de Roma. Para tanto, não contava ele senão com a força de Deus. No momento dramático do encontro, no alto dos céus São Pedro se fez ver, com semblante ameaçador, ao rei bárbaro. E este, tomado de respeito e pânico, recuou diante do Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, voltando para a longínqua Panônia.
Que lindo seria se Paulo VI, enfrentando em Varsóvia todo o mundo comunista, verberasse o ateísmo, o materialismo e a imoralidade inerentes tanto à filosofia quanto ao regime comunistas, e profligasse com sobrenatural severidade aqueles irredutíveis adversários da família e da propriedade individual. Se o Pontífice tomasse contra os déspotas vermelhos, com indômita eloqüência, a defesa das massas opressas e famintas. Se ele protestasse contra o muro de Berlim e as metralhadoras homicidas que o guarnecem. Se reivindicasse para a Santa Igreja aa inteira cessação das perseguições cruéis e do regime de catacumbas. Que lance empolgante e maravilhoso seria esse! Que emoção, que entusiasmo, que ternura provocaria em todo o mundo um tal gesto!
- O que dele decorreria? - Tudo seria possível, desde uma aparição de São Pedro, que aniquilasse os Átilas vermelhos de nosso século, até o martírio de Paulo VI.
Não sei em qual das hipóteses este último pareceria melhor aos olhos dos homens. O certo é que, se saísse vitorioso, seu nome seria inscrito, ao lado de São Leão Magno, na lista dos grandes Papas, e até no catálogo dos santos. Se saísse mártir, o único lugar do mundo, próprio a guardar seus restos preciosos, seria o sepulcro de São Pedro, que os arqueólogos identificaram nos subterrâneos do Vaticano.
De qualquer forma, nosso século teria encontra seu autor: seria o século de Paulo VI"

(artigo "O Século de Paulo VI", - "Catolicismo" n. 277, janeiro de 1974).

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